|  Institucional  |  Contatos  |  Webmail  | 

 


Contribuição Sindical


Contribuição Sindical
Artigos
 


Artigo publicado no jornal Estado de Minas em 18-06-11

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, propôs ao presidente Lula a ampliação, em R$ 300 milhões por ano, dos recursos para qualificação dos trabalhadores brasileiros. Embora insuficiente, como ele mesmo diz, o acréscimo proposto beneficiaria cerca de 400 mil pessoas. Lupi está coberto de razão. O setor de confecções vive um problema sério em sua área.

Se existem vagas nas empresas, mesmo que com salários irrisórios, a qualificação exigida dos candidatos exclui a maioria das costureiras que já exercem a profissão e, principalmente, as que querem entrar no mercado. E há um terceiro lado na questão. Cursos de requalificação, oferecidos, por esemplo, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)/Modatec, parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), excluem a maioria dos interessados, já que chegam a custar mais de R$ 600 cada um. Quem está desempregado pode arcar com a despesa? Nosso sindicato – assim como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Confecções, Couro e Vestuário (Conaccovest) – defende que esse treinamento deve ser oferecido gratuitamente aos trabalhadores, mesmo porque entidades como Senai e Sebrae são sustentados com recursos vindos de nossos salários.

Perguntamos: se há tanta carência de mão de obra qualificada, por que cobrar tanto de gente que não pode pagar? Defendemos, principalmente, a requalificação dos próprios funcionários das empresas, promovendo-os e abrindo suas vagas a aprendizes. Seria criado um círculo virtuoso, com benefícios reais para empregados e empregadores.

Havia, anos atrás, convênios feitos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com entidades sindicais, para que essa requalificação fosse realizada. Infelizmente, pela malversação de fundos feita por alguns inescrupulosos, suspendeu-se todo o programa. Não seria o caso de reabrir esse canal de treinamento, obviamente implantando controles mais eficientes na fiscalização dos recursos aplicados?

O Sindicato dos Oficiais Alfaiates e Costureiras de Belo Horizonte e Região Metropolitana (SOAC/BHRM) chegou a criar o Instituto Darcy Ribeiro, inaugurado no auditório da própria Fiemg. Era uma parceria efetiva da entidade com as empresas do setor e qualificou mais de 5 mil profissionais do setor. Os cursos, além de gratuitos, ainda ofereciam vale-transporte e lanches aos alunos. Mas, como outras iniciativas semelhantes, tiveram que ser interrompidos, pela falta de recursos oriundos do FAT.

O ministro Lupi afirmou que “o Brasil tem anualmente a necessidade de qualificar 4,5 milhões de pessoas, sem contar os que deveriam ser requalificados”. Isso só se fará mediante um imenso esforço nacional – envolvendo empresas, sindicatos e entidades do Sistema S –, oferecendo cursos gratuitos, acessíveis a todos. O sindicato, o Instituto Darcy Ribeiro e a Conaccovest estão preparados para fazer a parte que nos toca. Quem mais se habilita?

Antônio Carlos Francisco dos Santos - Presidente do Sindicato dos Oficiais Alfaiates e Costureiras de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Artigo publicado no jornal Hoje em Dia 25-01-11

Artigo publicado no jornal O Estado de Minas 30-09-10


Clique para ampliar

“Trabalhadores excluídos”

Presidente do Sindicato dos Alfaiates e Costureiras de Belo Horizonte e Região e diretor da CONACCOVEST-Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados

Companheiro Toninho

Os trabalhadores do setor de confecção de Belo Horizonte e Região Metropolitana estão, a um só tempo, felizes e frustrados com a Minas Trend Preview (MTP). Felizes ao constatar o sucesso do empreendimento, que valoriza a moda mineira, produto de nosso trabalho. Frustrados porque durante todo o evento, assim como nas entrevistas e comentários a respeito, os trabalhadores não foram sequer citados. Comentários sobre parcerias, enfatizando a ação dos empresários, dos compradores, dos consumidores, dos governos que incentivam e dos bancos que financiam excluíram, sistematicamente, os trabalhadores que produzem.

Por coincidência estamos próximos a duas datas de significativa importância para os trabalhadores da indústria de confecções. O Dia do Trabalhador, que acontece justamente no encerramento da MTP e a data-base de nossa categoria, onde assinamos uma Convenção Coletiva que poderia ter sido muito melhor para a categoria. O setor, reconhecido como “o segundo maior empregador formal da indústria de transformação do Estado” (ESTADO DE MINAS, 29.04.2010, página 11), não retribuiu condignamente o trabalho de seus empregados. Nem financeiramente, nem socialmente. Antes pelo contrário. Houve tentativas de redução de conquistas sociais, sob o argumento de “crise”.

Que crise? – perguntamos. Um setor que produz uma feira em área de 12.000 metros quadrados, construída especialmente para receber o evento, que teve 3.200 compradores e público estimado em 30.000 pessoas, pode falar em crise? – Pode negar concessões mínimas para os que, ao fim e ao cabo, constroem tudo o que apresentam ao público? – Pode negar um aumento real, mínimo que seja, aos que ajudam a transformar Minas no pólo de moda que já é?

As costureiras e demais trabalhadores do setor de confecções de Belo Horizonte e Região Metropolitana tem um dos piores pisos salariais do país. Chegamos a denunciar uma situação em que somos colocados como “trabalhadores de segunda classe” quando o setor de que fazemos parte se coloca – justamente – entre os mais avançados, inovadores e eficientes do país.

Os empresários do setor enaltecem as diversas parcerias que realizaram para chegar ao ponto em que chegaram. Mas se esquecem do chão de suas fábricas. Esquecem-se de chamar para a parceria justamente os que costuram seus sonhos, seus projetos. Por outro lado, nossos sonhos persistem. Quem sabe um dia seremos chamados para essa parceria?

Um abraço do Antônio Carlos – Toninho – Francisco dos Santos.

Presidente

 

 

Sindicato dos Oficiais Alfaiates Costureiras e Trabalhadores nas Industrias de
Confecção de Roupas Cama Mesa e Banho de Belo Horizonte e Região Metropolitana.
Rua Tamoios, 462 sala 503 - Centro - Belo Horizonte - MG - CEP: 30.120-050
Telefone: (31) 3047-7810 - Fax: (31) 3271-5418
Desenvolvido por Tecnowebi